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Apresentação

O Portal BIM Paraná é o principal canal de divulgação e acompanhamento das ações do Plano de Fomento ao conceito BIM promovido pela Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná (SEIL PR), através de seu Departamento de Gestão de Projetos e Obras (DGPO) e dos Planos de Implantação, promovidos pelo GT-BIM do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e GT-BIM da Paraná Edificações (PRED).

A execução de obras não é uma atividade tão fácil quanto aparenta ser. Desde obras simples àquelas mais complexas, todas possuem singularidades que implicam em níveis de dificuldade, tempo e técnicas de execução específicas. Historicamente, em nosso país, as dificuldades de ordem administrativa, cultural, técnica e financeira, combinadas, muitas vezes, com má fé de alguns dos envolvidos, converteram o termo ‘obra pública’ em sinônimo de aditivo contratual, desvio de recursos, obra inacabada ou de baixa qualidade.

A melhoria da gestão de projetos e obras públicas é fundamental para que coloquemos nosso país em um novo patamar de desenvolvimento, uma vez que a falta de governança nas obras públicas acarreta mau uso de recursos e prejudica toda a sociedade, com implicações de natureza política, econômica e social.

Um bom caminho para a redução de tais problemas é a atuação preventiva, promovendo a melhoria da gestão de projetos e obras.

Para isso, é preciso que se busque as causas dos problemas do sistema atual, por mais sistêmicos, estruturais e profundos que sejam, para que possam ser identificadas, sanadas e, caso necessário, removidas, com coragem e determinação.

No Governo do Paraná, muitos profissionais de engenharia e arquitetura vêm se dedicando a este tema e conquistando importantes avanços na melhoria da governança de obras públicas.

Na Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), as ações promovidas pelo Departamento de Gestão de Projetos e Obras (DGPO) têm buscado favorecer e aprimorar os processos para a gestão dos projetos e obras públicas paranaenses.

Essas ações de melhoria da gestão ocorrem em 3 frentes de trabalho, complementares e interdependentes, sendo estas:

1) Processos: Definição de regras e responsabilidades;

2) Pessoas: Capacitação de servidores e gestores públicos;

3) Tecnologia: Utilização de tecnologia para aprimorar processos e qualidade técnica.

Para cada frente de trabalho, foi realizado um conjunto de ações, com destaque para a elaboração e implantação do Plano de Fomento ao Building Information Modeling (BIM) ou Modelagem da Informação da Construção, na frente Tecnologia.


BIM em projetos e obras públicas


A utilização do BIM é crescente no Brasil e vem provocando uma revolução silenciosa no ramo da construção civil, visto que tal metodologia atinge toda a cadeia produtiva envolvida, sobretudo no que tange às áreas da arquitetura, engenharia e construção (AEC). Ademais, dentro das universidades também é grande o interesse pelo aprendizado da metodologia BIM, seja por iniciativa isolada de alguns professores ou pela demanda dos próprios alunos ao perceberem as inúmeras vantagens que tal tecnologia pode trazer. Acredita-se que em um curto espaço de tempo, a exemplo do que já ocorre em países como Dinamarca e Inglaterra, as empresas e profissionais de projetos que não adotarem o BIM em seus processos de trabalho perderão competitividade e, gradativamente, serão excluídos do mercado.

Na esfera pública brasileira, a adoção do BIM é incipiente, excetuando-se a Engenharia do Exército, que aderiu à metodologia em 2006. No entanto, somente nos três últimos anos os trabalhos desenvolvidos pelo Exército Brasileiro tornaram-se públicos. A primeira ação pública relevante de fomento ao BIM tomada foi a contratação de uma empresa, em 2010, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, para desenvolver uma Biblioteca BIM voltada para a tipologia de edificação do Programa do Governo Federal “Minha Casa Minha Vida”. Neste mesmo ano, ocorreu a primeira licitação que fez referência à utilização de algumas soluções em BIM para o projeto do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Por fim, em 2014 foram realizadas outras licitações, como as dos aeroportos regionais, sob a coordenação do Banco do Brasil.

Na esfera pública estadual, a Companhia Paranaense de Energia (COPEL) foi precursora na exigência de soluções em BIM, realizando, em 2012, a primeira licitação para contratação dos projetos dos Centros de Operação. Na sequência, em 2015, a Secretaria de Estado de Planejamento (SPG) de Santa Catarina realizou licitação para contratação dos projetos do Instituto de Cardiologia e publicou o primeiro BIM Mandate do País – O Caderno de Apresentação de Projetos em BIM de Santa Catarina.

O Governo do Estado do Paraná, que já discutia internamente a temática BIM, e motivado pelo exemplo do estado vizinho, incluiu a adoção da metodologia BIM em seu Plano de Metas 2015-2018, com o intuito de promover a melhoria da qualidade de projetos e obras públicas.

O marco zero da implantação da metodologia BIM na SEIL foi estabelecido no 1º Seminário Regional Construindo BIM: Desafios e perspectivas para implantação no Brasil, realizado em Curitiba, em outubro de 2014, pelo Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas no Estado do Paraná e pelo Conselho de Arquitetos e Urbanistas do Brasil e apoiado por instituições públicas e privadas. Nesta ocasião, ocorreu o estreitamento das relações com o Governo de Santa Catarina por meio de assinatura de um Termo de Cooperação Técnica, e foi efetivado o primeiro contato com representantes do Governo do Rio Grande do Sul.

O contato estabelecido entre os três estados da região Sul permitiu o lançamento da proposta de estruturação da REDE BIM GOV SUL, concretizada em janeiro de 2015, com a missão de promover ações integradas de fomento para implantação do BIM na esfera pública estadual da região Sul.

Ainda em 2015, a SEIL, por meio do Departamento de Gestão de Projetos e Obras (DGPO), elaborou o Plano de Fomento BIM, que definiu um conjunto de ações a serem desenvolvidas a partir de 6 linhas estratégicas.

Dentre as ações elencadas, estão o fomento às soluções BIM para a área pública, englobando a cadeia produtiva AEC; a estruturação dos grupos de trabalho GTs BIM PRED e DER; e a criação do Laboratório BIM do Paraná (LaBIM PR) que, desde fevereiro de 2015, dedica-se a estudos e pesquisas em BIM a fim de apoiar tecnicamente o estabelecimento de diretrizes para contratação e fiscalização de projetos e obras públicas em BIM no âmbito da SEIL.

Em maio de 2018, o Governo Federal instituiu, por meio do Decreto nº 9377, a estratégia nacional de disseminação do BIM no Brasil. Considerando os objetivos específicos da Estratégia BIM BR, especialmente no que tange a (i) difundir o BIM e seus benefícios; (ii) coordenar a estruturação do setor público para a adoção do BIM; (iii) estimular a capacitação em BIM; e (iv) desenvolver normas técnicas, guias e protocolos específicos para adoção do BIM, é possível afirmar que o Governo do Estado do Paraná tem cumprido seu papel em âmbito estadual em consonância com a normativa e a estratégia federal desde 2015, com a elaboração e implantação do Plano de Fomento BIM do Paraná.

Para a SEIL/DGPO, a adoção da metodologia BIM é uma das principais ações para melhoria da qualidade e da governança de projetos e obras públicas. Temos clareza de que esta busca requer planejamento a médio e longo prazo, além de muito trabalho e diálogo, uma vez que a metodologia BIM é uma inovação, e toda inovação requer mudanças. Portanto, para conquistar o sucesso da implementação do BIM, é necessário ter ousadia, paciência, persistência e, sobretudo, trabalho colaborativo por parte de todos os envolvidos.

Neste sentido, este caderno técnico que define as diretrizes para elaboração de projetos de edificações públicas em BIM é o início de um processo de mudança.


LIDIO AKIO SASAKI - CHEFE DO DEPARTAMENTO DE GESTÃO DE PROJETOS E OBRAS DA SEIL

LUCIMARA FERREIRA DE LIMA – COORDENADORA DO LABIM PR




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